India | Jaipur – Pink City

Jaipur é uma espécie de feira em hora de ponta: tudo se vende e há compradores para tudo. As ruas estão sempre cheias de gente e de animais, o trânsito corre em todos os sentidos sem ordem nem regras, e os primeiros três dias são estupefacção.

A nosso primeiro almoço foi um tradicional Thali, o que, para primeiro contacto com a comida indiana, não foi a melhor escolha: foi demasiada índia num prato só. O que nos valeu foram os chapatis, para apaziguar o ardor na boca e restante sistema digestivo. No final ainda conseguimos fazer figura de camelos com umas sementes refrescantes que são servidas no final na refeição. Ainda bem que estávamos na Índia, onde os camelos são comuns.

Saímos para a rua para caminhar, mas era tanta informação a passar diante dos nossos olhos, que acabamos por apanhar um cicle rickshaw (um carrinho com dois lugares puxado por um homem numa bicicleta), e fomos para o centro da Pink City.

A Pink city é na realidade, cor de laranja. É a parte antiga de Jaipur. Cheia de tradicionais bazares, tudo se vende, e o primeiro contacto com a agressividade comercial dos Indianos, comerciantes puros, não é fácil. O preço de uma manta de retalhos pode começar nas 10000 rupias para chegar facilmente às 3000, isto enquanto tentamos não entrar na loja e explicar ao vendedor que não pretendemos comprar nada, e que estamos só a passar no passeio porque na rua seriamos atropelados.

Bom, na realidade, não seriamos atropelados na  rua. Algo que aprendemos sobre a Índia, ao fim de alguns dias, é que no meio de todo aquele caos de tráfego, é muito difícil ser-se atropelado. Isto porque os Indianos se respeitam uns aos outros. O trânsito é um inferno sem regras, a forma de comunicação é a buzina, que é a banda sonora das cidades, mas durante 3 semanas não vimos um único acidente ou atropelamento. Isto porque mesmo quando fazem inversão de marcha numa rua de sentido único ou no meio de uma rotunda, todos tem o cuidado de não bater e de se desviar. Isto também é válido para os animais, e não é raro ver-se uma vaca deitada horas no meio de uma estrada com várias faixas enquanto o trânsito a contorna por todos os lados.

Mas isto foi apenas o primeiro dia.


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