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Índia, 1 documentário (working title) – Teaser from A Pequena Túlipa on Vimeo.

O Paulo filmou a nossa viagem em vídeo e está a editar um documentário. Aqui fica o teaser, para abrir o apetite. Devo dizer que as imagens em vídeo são bem mais realistas que as minhas fotografias. Só faltam os cheiros 🙂

Espero que gostem!

Para quem não sabe, A Pequena Túlipa é a empresa do Paulo.

Jaipur é uma espécie de feira em hora de ponta: tudo se vende e há compradores para tudo. As ruas estão sempre cheias de gente e de animais, o trânsito corre em todos os sentidos sem ordem nem regras, e os primeiros três dias são estupefacção.

A nosso primeiro almoço foi um tradicional Thali, o que, para primeiro contacto com a comida indiana, não foi a melhor escolha: foi demasiada índia num prato só. O que nos valeu foram os chapatis, para apaziguar o ardor na boca e restante sistema digestivo. No final ainda conseguimos fazer figura de camelos com umas sementes refrescantes que são servidas no final na refeição. Ainda bem que estávamos na Índia, onde os camelos são comuns.

Saímos para a rua para caminhar, mas era tanta informação a passar diante dos nossos olhos, que acabamos por apanhar um cicle rickshaw (um carrinho com dois lugares puxado por um homem numa bicicleta), e fomos para o centro da Pink City.

A Pink city é na realidade, cor de laranja. É a parte antiga de Jaipur. Cheia de tradicionais bazares, tudo se vende, e o primeiro contacto com a agressividade comercial dos Indianos, comerciantes puros, não é fácil. O preço de uma manta de retalhos pode começar nas 10000 rupias para chegar facilmente às 3000, isto enquanto tentamos não entrar na loja e explicar ao vendedor que não pretendemos comprar nada, e que estamos só a passar no passeio porque na rua seriamos atropelados.

Bom, na realidade, não seriamos atropelados na  rua. Algo que aprendemos sobre a Índia, ao fim de alguns dias, é que no meio de todo aquele caos de tráfego, é muito difícil ser-se atropelado. Isto porque os Indianos se respeitam uns aos outros. O trânsito é um inferno sem regras, a forma de comunicação é a buzina, que é a banda sonora das cidades, mas durante 3 semanas não vimos um único acidente ou atropelamento. Isto porque mesmo quando fazem inversão de marcha numa rua de sentido único ou no meio de uma rotunda, todos tem o cuidado de não bater e de se desviar. Isto também é válido para os animais, e não é raro ver-se uma vaca deitada horas no meio de uma estrada com várias faixas enquanto o trânsito a contorna por todos os lados.

Mas isto foi apenas o primeiro dia.


Aqui começam uma série de posts que há muito prometi publicar, sobre a nossa viagem (minha e do Paulo) à Índia. Estes textos são nossos, escrevemo-los juntos e foi divertido recordar e escrever, e também perceber as diferenças, de como cada um de nós sentiu e memorizou esta viagem.

Incredible India

Falar da Índia leva-me à minha infância, leva-me à escola e ao tempo em que aprendi os descobrimentos. O tempo em que, como Camões, falávamos das Índias, e não da Índia. E é isso mesmo que aquele país é, são Índias. Muitas, diferentes, vários países dentro de um mesmo território.

A Índia é uma avalanche de sensações: comidas picantes mas delíciosas, pessoas sorridentes e coloridas, relaxantes massagens ayurvedicas, aromas de incensos e comida pelas ruas, o vibrar da citara na música antiga, o ritmo e as danças das músicas modernas, o calor de um chapati ou de um stuffed naan acabados de sair do lume, o baloiçar de um camelo nas areias do deserto, ruas entupidas com pessoas vacas cabras camelos cães porcos cicle rikshaws auto rikshaws carros e macacos, comerciantes e regateios em todo o lugar, monumentos antigos e o Taj Mahal, gecos devoradores de mosquitos pelas paredes, comboios de um quilometro em viagens de catorze horas, sapatos descalçados num momento de oração, milhares de deuses e templos, dezenas de religiões e centenas de dialectos, barcos e canais, mais comidas e outros sabores e mais combinações gastronómicas.

Nos próximos posts iremos viajar pelos caminhos que percorremos, cidade-a-cidade, pelas memórias de uma viagem incrível.

Aqui ficam algumas imagens do que pode ver nos próximos posts 🙂


Obrigada a todos pelas mensagens de e-mail de boas vindas, depois destas excelentes e recuperadoras férias! Voltamos cheios de enegia e novas ideias para fotografarmos o vosso casamento. E como os pedidos para verem fotos são muitos, deixo já aqui um “cheirinho” e prometo para breve um post com mais imagens, destes fantásticos dias na incrível Índia 🙂

Beijinhos e abraços!

(clique nas imagens para ver maior)

Como não ia em trabalho, optei por levar o material mais báscio: câmara Nikon D80 + objectiva 17-50 2.8

F a c e b o o k